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SONORA (MS),

Recém nascido morre por falta de UTI Neonatal em Três Lagoas

Falta de leito especializado do SUS em sua cidade onde criança nasceu foi fator decisivo para morte Um bebê recém nascido morreu horas depois do parto por falta de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em Três Lagoas, cidade onde reside a família. O local mais perto com o […]




Falta de leito especializado do SUS em sua cidade onde criança nasceu foi fator decisivo para morte

Um bebê recém nascido morreu horas depois do parto por falta de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em Três Lagoas, cidade onde reside a família. O local mais perto com o equipamento era em Campo Grande, a mais de 3 horas de distância.

De acordo com matéria do Correio do Estado, publicada na edição desta quarta-feira, 17, a mãe deu à luz a gêmeos, no sábado, 13, no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, porém, o centro médico não possuía UTI Neonatal. Como aquele era a única unidade do SUS na cidade, a equipe médica optou por transferir um dos bebês para a Santa Casa de Campo Grande.

Porém, durante o trajeto na ambulância equipada com UTI do município, o ventilador de transferência apresentou problema e a incubadora parou de aquecer. O ar-condicionado do veículo, que ajudava a equilibrar a temperatura, também apresentou defeito. Depois de todos esses problemas, o bebê conseguiu chegar ao hospital com vida, mas morreu três horas depois.

Ainda segundo a matéria, a família teve que entrar na Justiça para conseguir uma vaga para o outro bebê, por meio de um mandado de segurança que assegurava uma vaga no Hospital da Cassems de Três Lagoas. Porém, o município conseguiu um leito de UTI na Capital e o transporte só foi realizado após a equipe de certificar que a ambulância e seus equipamentos estavam em pleno funcionamento.

Em Mato Grosso do Sul são apenas 93 leitos de UTI Neonatal e pediátrica, são que 83 deles são em Campo Grande e os outros 10 estão em Dourados.

A atual gestão do governo do Estado havia prometido fazer um Hospital Regional em Três Lagoas, como parte da regionalização da saúde, porém, até hoje ele não foi concluído e a população da região segue sofrendo com falta de vagas e estrutura precária da saúde pública.

Segundo o candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PDT, juiz Odilon de Oliveira, esse tipo de problema ocorre porque o governador não priorizou a saúde e deixou a regionalização apenas na promessa. “Eu vou regionalizar de fato a saúde, levar hospitais, médicos e toda a medicina para perto das pessoas. Além disso, temos que ajudar a estrutura a saúde básica nos municípios, porque com bom atendimento nos postos, diminui a procura de baixa complexidade nos hospitais, o que deixa mais leitos disponíveis nos hospitais para a média e alta complexidade”.


Além de Três Lagoas, a população de outros municípios pólos sofre com a precariedade no atendimento à saúde. Em Paranaíba, a Santa Casa não recebe o valor da contratualização com o Estado desde o mês de agosto, pelos serviços prestados em julho. A unidade que atende mais de 3,5 mil pacientes por mês por meio do SUS no pronto socorro está funcionando graças aos repasses em dia do município e da União.

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