ANÚNCIOS

DATA

SONORA (MS),

Perillo, Alckmin, Azambuja e Richa: o PSDB na mira da Justiça





Os ex-governadores Marconi Perillo (Goiás), Beto Richa (Paraná) e Geraldo Alckmin (São Paulo), juntamente com o governador Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), têm em comum os fatos de pertencerem ao PSDB e são todos candidatos nesta eleição que está marcada para o próximo domingo, 7 de outubro, no primeiro turno.

Entretanto há outro ponto que eles têm em comum e que não é nada positivo, porque todos estão no alvo de investigações policiais ou então já sofreram graves denúncias de envolvimento em casos de corrupção que estão sendo apurados pelas autoridades. Por enquanto eles concorrem os mandatos que disputam, porém estão sujeitos a possíveis impedimentos previstos em lei, desde que as denúncias sejam aceitas nos organismos competentes.

Dos quatro, Reinaldo Azambuja é o único que disputa uma administração estadual, pois pretende continuar governando o Estado nos próximos quatro anos, sendo que enquanto pede votos precisa se defender nos palanques e nos processos das acusações de ter participado de um esquema de propinas (propinoduto) com empresas interessadas nos benefícios fiscais do Estado, conforme denunciaram empresários da JBS e de pelo menos um frigorífico que opera em Mato Grosso do Sul.

Alckmin é candidato a presidente da Republica e foi denunciado pelo Ministério Publico Federal em casos de desvio de recursos que já envolveram alguns dos principais assessores dos governos do PSDB. Um deles é Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, estatal paulista de transportes. Após ter sido posto em liberdade por duas vezes pelo ministro Gilmar Mendes, Paulo Preto deverá cumprir prisão domiciliar por decisão da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

A Polícia Federal, na 10ª fase da Operação Zelotes, que apura suspeitas de irregularidades no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), chegou também ao economista Roberto Gianelli, ligado a Alckmin. Segundo a PF, Giannetti é suspeito de ter recebido propina de 2,2 milhões de reais para favorecer a empresa Paranapanema em julgamento do Carf em 2014.

No Paraná, o Ministério Público do Paraná denunciou criminalmente o ex-governador Beto Richa e outras 12 pessoas investigadas na Operação Rádio Patrulha pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e fraude a licitação. Richa, que é candidato a uma vaga no Senado, foi preso durante a operação e depois libertado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Agora vem o caso de Perillo. A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira, 28, a operação Cash Delivery, que investiga um esquema de pagamentos indevidos de valores a agentes públicos no estado de Goiás que teria movimentado R$ 10 milhões em repasses apenas em 2014. Entre os alvos dos pedidos de busca e apreensão na operação está o ex-governador e candidato ao Senado pelo PSDB, Marconi Perillo.

Os investigados se defendem, dizem que estão sendo alvos de acusações requentadas e de denúncias contaminadas pelo interesse político-eleitoral. Sustentam inocência e colocam-se à disposição das autoridades e da sociedade para quaisquer esclarecimentos. Mas o peso das suspeitas incomoda suas candidaturas e coloca os eleitores em situação instável, de desconforto e de incertezas quanto ao voto que irão depositar nas urnas em outubro, já que correm o risco de ver suas escolhas anuladas por decisão da Justiça.

Além de tudo isso pode-se perceber que as ações parecem combinadas entre membros do Ministério Publico e do próprio Judiciário, com a participação da Polícia Federal, para dar peso nas investigações e operações iniciadas principalmente a partir da Lava Jato. Com um detalhe que faz a opinião publica deduzir que depois do PT o alvo preferido agora pelas varreduras é o PSDB.


MS NOTÍCIAS