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SONORA (MS),

Odilon defende profissionalizar presos para diminuir reincidência no crime

“Para vocês terem uma idéia, 47% dos presos de Mato Grosso do Sul são jovens entre 18 e 29 anos que deveriam estar estudando, aprendendo uma profissão, porque, com certeza, eles vão reincidir, pelo menos uns 60 ou 70%”, afirmou Odilon.


Para o candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PDT, juiz Odilon de Oliveira, a profissionalização dos presos no Estado é o caminho para que grande parte dos detentos não volte a praticar crimes e consiga se reintegrar à sociedade. A afirmação foi feita durante entrevista na rádio Capital, em Campo Grande, na última quarta-feira, 10.

“O que tem que se fazer nos presídios é estabelecer lá um sistema de humanização. Tem que profissionalizar aqueles presos, botar eles para trabalhar, contar com a iniciativa privada para profissionalizar, porque senão o preso sai da prisão e não tem o que fazer, não tem um trabalho, uma profissão, ele volta a delinquir”, explicou o candidato.

Segundo Odilon, para melhorar as condições dentro dos presídios e, consequentemente, garantir segurança fora dele é preciso, além de melhores condições aos presos, valorizar os servidores do sistema penitenciário e aumentar a quantidade de agentes. “Aqui no Estado cada agente penitenciário cuida de 100 a 150 presos, um só agente, e o padrão internacional recomenda que cada agente cuide apenas de cinco presos, isso dá uma diferença tremenda”.

Mato Grosso do Sul tem uma população carcerária de 16.173 detentos, até o dia 31 de março deste ano, e, de acordo com o candidato, quase metade deste número é formado por jovens. “Para vocês terem uma idéia, 47% dos presos de Mato Grosso do Sul são jovens entre 18 e 29 anos que deveriam estar estudando, aprendendo uma profissão, porque, com certeza, eles vão reincidir, pelo menos uns 60 ou 70%”, afirmou Odilon, que prevê a profissionalização do jovem durante o ensino médio, com o intuito de diminuir esses dados.

Outro ponto defendido pelo candidato é que se façam mais presídios de segurança média, para que o problema da superlotação existente hoje seja, pelo menos, amenizados.


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