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SONORA (MS),

Operação sigilosa da PF combate a corrupção em mais dois órgãos estaduais


Operação de combate à corrupção se torna rotina, mas, desta vez, PF não divulgou detalhes de cumprimento de mandados na Agraer e Semagro 


 
A Polícia Federal realizou, na manhã de terça-feira, operação sigilosa de combate à corrupção em mais dois órgãos estaduais. Longe dos holofotes, sem cobertura dos jornais e emissoras de televisão, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na Agraer (Agência Estadual de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e na Semagro, a supersecretária de meio ambiente e desenvolvimento econômico.


Ao contrário de outras operações, a PF não divulgou nenhuma nota sobre a operação de combate à corrupção. O Jacaré apurou que o inquérito apura fraudes no crédito fundiário e venda de lotes da reforma agrária. A operação reuniu policiais federais da Capital e da região sul do Estado.
Esta é a terceira operação para apurar irregularidades em repartições do Governo do Estado nos últimos 45 dias.

Em 12 de setembro passado, a PF deflagrou a Operação Vostok, que apura o suposto pagamento de R$ 67,7 milhões em propinas e prejuízo de R$ 209,7 milhões aos cofres públicos. Na oportunidade, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na Governadoria, sede do Governo, e no apartamento do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Na ocasião, por determinação do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, 14 pessoas foram presas, entre as quais o filho do tucano, Rodrigo Souza e Silva, o deputado estadual Zé Teixeira, e o conselheiro do Tribunal de Contas, Márcio Monteiro.

No último dia 28, policiais federais deram apoio ao Ministério Público Estadual na operação de combate à corrupção na Funtrab (Fundação Estadual do Trabalho). Os mandados foram cumpridos na casa do ex-presidente e candidato a deputado federal, pastor Wilton Acosta (PRB), e na Crediquali MIQ, que realizava os empréstimos no lugar do Banco do Cidadão.

Outro órgão alvo de ação de combate à corrupção foi o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) em 25 de agosto do ano passado. A Operação Antivírus levou à prisão do presidente do órgão, Gerson Claro (PP), que se elegeu deputado estadual nas eleições deste ano.

Em todas as operações, a PF, o MPE e o Gaeco divulgaram notas para dar mais detalhes à sociedade sobre as denúncias investigadas.

No entanto, sobre a operação realizada ontem, a corporação não divulgou mais detalhes. “A Polícia Federal não vai se manifestar sobre esse assunto”, informou a assessoria. Policiais federais e funcionários dos dois órgãos confirmaram o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na manhã de ontem.

Procurada para se manifestar sobre a investigação na tarde de terça-feira por meio da assessoria, a Semagro não se manifestou até a publicação desta matéria.